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*Graduada em Nutrição, Araçatuba 2007. Especialista em Nutrição Funcional (VP São Paulo, 2010), Nutrição Ortomolecular (FAPES, São Paulo 2012) e Fitoterapia Funcional (VP Campinas, 2014). Participação ativa em Congressos e Cursos da área Funcional. *Atendimento em consultório desde 2008. Clínica Portinari - 18 3305-5838
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Relação entre depressão e dieta

Várias evidências sugerem que os fatores relacionados com o estilo de vida, como a qualidade da dieta contribuem para a prevenção e o tratamento da depressão. Um estudo observacional realizado com 1.046 mulheres demonstrou que um padrão dietético alimentar saudável foi associado com um risco reduzido de distúrbios depressivos clinicamente diagnosticados, enquanto que um padrão dietético rico em alimentos processados e gorduras saturadas foram associados ao aumento de sintomas da depressão.

Diversos estudos demonstram que a depressão compartilha mecanismos fisiopatológicos comuns com a síndrome metabólica, obesidade e doenças cardiovasculares. Os processos metabólicos e inflamatórios, como a redução da sensibilidade à insulina, aumento dos níveis sanguíneos de homocisteína, aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias e disfunção endotelial podem ser os fatores responsáveis pela ligação entre a depressão e distúrbios cardiometabólicos.

Por essa razão, padrões dietéticos que reduzem a obesidade e o risco para doenças cardiovasculares podem estar relacionados com a prevenção e contribuir com o tratamento da depressão. Estudos de coorte têm sugerido um papel promissor entre a dieta mediterrânea e prevenção primária da depressão. O estudo de Sánchez-Villegas, em 2009, demonstrou que a maior aderência ao padrão da dieta mediterrânea foi associada com uma redução substancial do risco de depressão.

Outros estudos identificaram que o consumo excessivo de ácidos graxos trans e alimentos do tipo “fast-food” podem estar associados com o aumento do risco de depressão, enquanto que os ácidos graxos ômega-3 e a ingestão de azeite de oliva podem reduzir esse risco.



Texto editado e retirado do site: www.nutrital.com.br

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DEPRESSÃO E ALERGIAS




Recentemente a revista Saúde publicou uma reportagem abordando a relação entre alergias e depressão. Segundo a reportagem, as crises alérgicas funcionam como importantes gatilhos para os transtornos emocionais em pessoas predispostas.

De acordo com a matéria, estudos demonstram uma maior prevalência de alergias, principalmente do trato respiratório, em pessoas com depressão ou transtorno bipolar. Estes estudos sugerem que durante os períodos de crise alérgica, há uma piora no estado de humor e que o tratamento das alergias pode impedir as crises depressivas. O que a revista deixou de mencionar é que as alergias alimentares também apresentam uma relação estreita com transtornos do sistema nervoso central (SNC), podendo agravar ou mesmo desencadear o problema.

As alergias alimentares relacionadas a transtornos no SNC ocorrem, normalmente, porque alguns alimentos contêm proteínas de difícil digestão. Após ingerirmos esses alimentos, essas proteínas mal digeridas chegam ao intestino e podem escapar para a corrente sanguínea. E é aí que começa a “guerra”! Essas moléculas mal digeridas são entendidas pelo nosso organismo como um “agressor”. Nosso corpo começa, então, a atacar este “agressor”, causando inflamação e muitas vezes danos em órgãos e tecidos.

Para piorar esta guerra, algumas dessas moléculas mal digeridas são muito parecidas com células do nosso próprio corpo. Durante esta batalha, nosso organismo pode se confundir e atacar as nossas próprias células. Caso este processo ocorra no sistema nervoso central, por exemplo, pode levar a sintomas de depressão, transtornos de humor, hiperatividade, ansiedade, déficit de atenção, enxaqueca, esquizofrenia, entre outros.

Como se não bastasse isso, esses alimentos alergênicos acabam “irritando” o intestino e dificultando a absorção de diversos nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Esta má absorção intestinal pode diminuir a produção dos neurotransmissores (como a serotonina, por exemplo), já que a produção dos mesmos depende de diversos nutrientes vindos da alimentação.

Diversos estudos comprovam a elevada incidência de alergias em pessoas que apresentam transtornos neurológicos. Alguns chegam a encontrar uma prevalência de até 100% de alergias nesses indivíduos. Algumas pesquisas também demonstram melhoras de sintomas como depressão, esquizofrenia, hiperatividade, ansiedade, dificuldade de concentração e confusão mental após a retirada de alimentos alergênicos da dieta. De acordo com esses estudos, os alimentos frequentemente relacionados a esses sintomas são os que contém glúten (trigo, cevada, centeio, aveia), laticínios, clara de ovo, açúcar, chocolate e frutas cítricas. Tomate e alguns corantes e conservantes (como o ácido benzoico) também podem estar relacionados, porém, com menor frequência.

Dentre os alimentos citados, o glúten e os laticínios parecem ser os de maior influência neste processo. Além do alto potencial alergênico, esses alimentos geram substâncias que possuem efeito opioide. Essas substâncias, conhecidas como caseomorfina e gluteomorfina, interferem na atividade dos neurotransmissores no cérebro, agravando ainda mais os distúrbios neurológicos.

Algumas pesquisas também demonstram que o glúten pode prejudicar a circulação, diminuindo o fluxo sanguíneo para o cérebro. Com menos sangue circulando em nosso cérebro, é como se estivéssemos “ligados” em uma voltagem menor. Isto pode desencadear apatia, letargia, dificuldade de aprendizado e concentração ou até mesmo agravar transtornos de humor importantes, como os já citados.

Mas não espere que ao ingerir estes alimentos, os sintomas apareçam imediatamente. Este tipo de alergia, conhecida como alergia tardia, pode desencadear sintomas até 4 dias após a ingestão do alimento, o que dificulta ainda mais a identificação dos “culpados”. Além disso, as reações podem variar de acordo com a individualidade de cada um. Assim, é essencial procurar um profissional capacitado a fim de auxiliar no diagnóstico e tratamento dessas alergias, que poderá identificar com precisão qual ou quais são os alimentos alergênicos para cada indivíduo.

Não se surpreenda, portanto, se daqui a alguns anos, o tratamento nutricional fizer parte da terapêutica para depressão e outras desordens neurológicas. Como visto, alimentação e emoção têm tudo a ver!

* Texto elaborado pela Dra. Gisele Pagliarini Silva, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Quais as evidências do ácido graxo ômega-3 nos déficits neurológicos?





As evidências do uso do ácido graxo ômega-3 em transtornos mentais e psiquiátricos são relativamente recentes, mas mostram-se benéficas e promissoras.

Transtornos mentais são importantes causas de disfunção neurológica no mundo todo, afetando desproporcionalmente mulheres, crianças e adolescentes. Com o objetivo de elucidar as possíveis causas e consequências de doenças mentais, pesquisadores começaram a estudar o papel da nutrição na saúde mental. Evidências indicam que os ácidos graxos essenciais, como os da família do ômega-3, apresentam papel fundamental na prevenção e tratamento de diversos transtornos mentais e neurológicos (1,2).

Ácidos graxos ômega-3 são essenciais durante todo o ciclo da vida para o desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro. O tecido cerebral é predominantemente composto de lipídeos, incluindo os saturados, monoinsaturados e poli-insaturados. Dentre os ácidos graxos poli-insaturados, o ômega-3 corresponde por cerca de 10 a 20% do total da composição de ácidos graxos no cérebro (1), pois são componentes estruturais fundamentais das membranas de neurônios e também estão envolvidos na bioquímica do desenvolvimento e processos cerebrais e neuronais do sistema nervoso central (3).

Apesar da importância do ômega-3 já estar evidenciada na literatura científica, o consumo de ômega-3 pela população geral, incluindo crianças e adolescentes, é frequentemente inadequado. Evidências sugerem que a deficiência de ômega-3 pode estar associada com diversos problemas de comportamento, desordens neurológicas e psiquiátricas, como por exemplo, déficit de atenção, dislexia, autismo, transtornos bipolares, esquizofrenia e depressão.

Revisão sistemática verificou que a suplementação com ômega-3 em crianças com transtornos de déficit de atenção e hiperatividade é benéfica na melhora dos sintomas gerais, porém modesta (4). Em crianças autistas, resultados premiliminares demonstram que a suplementação com ômega-3 melhora a habilidade motora e cognitiva, sociabilidade, contato visual e concentração, além de reduzir a agressividade, irritabilidade e hiperatividade (5-7).









Referência (s)

1. McNamara RK, Carlson SE. Role of omega-3 fatty acids in brain development and function: potential implications for the pathogenesis and prevention of psychopathology. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2006;75(4-5):329-49.

2. Ramakrishnan U, Imhoff-Kunsch B, DiGirolamo AM. Role of docosahexaenoic acid in maternal and child mental health. Am J Clin Nutr 2009;89(suppl):958S–62S.

3. Schuchardt JP, Huss M, Stauss-Grabo M, Hahn A. Significance of long-chain polyunsaturated fatty acids (PUFAs) for the development and behaviour of children. Eur J Pediatr. 2010;169(2):149-64.

4. Bloch MH, Qawasmi A. Omega-3 Fatty Acid supplementation for the treatment of children with attention-deficit/hyperactivity disorder symptomatology: systematic review and meta-analysis. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2011;50(10):991-1000.

5. Amminger GP, Berger GE, Schafer MR, Klier C, Friedrich MH, Feucht M. Omega-3 fatty acids supplementation in children with autism: A double-blind randomized, placebo-controlled pilot study. Biological Psychiatry. 2007;61:551-3.

6. Bell JG, MacKinlay EE, Dick JR, MacDonald DJ, Boyle RM, Glen AC. Essential fatty acids and phospholipase A2 in autistic spectrum disorders. Prostaglandins Leukot and Essent Fatty Acids. 2004;71:201-4.

7. Bent S, Bertoglio K, Ashwood P, Bostrom A, Hendren RL. A pilot randomized controlled trial of omega-3 fatty acids for autism spectrum disorder. J Autism Dev Disord. 2011;41(5):545-54.


fonte: nutritotal.com.br

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ácidos graxos e depressão

Foi realizado estudo avaliando o tipo de gordura utilizada na culinária e a incidencia de depressão em população da região do mediterrâneo. O estudo envolveu 12.059 individuos espanhois graduados em universidade, inicialmente sem depressão que permaneceram no estudo. No inicio, os participantes preencheram um questionário de frequencia alimentar que foi usado para estimar a ingestão de ácidos graxos saturados, poliinsaturados e trans-insaturados e monoinsaturados. Durante o acompanhamento foram classificados casos de depressão relatados com diagnostico clinico de depressão pelo médico e/ou inicio de uso de droga antidepressiva. O estudo mostrou uma relação dose resposta iinversa quando foram analisados ingestão de ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados. Foi encontrada relação de piora entre ingestão de ácidos graxos totais e risco de depressão. Foi achada uma relação inversa fraca entre ácidos graxos monoinsaturados, poliinsaturados e oleo de oliva e depressão. Os achados sugerem que doença cardiovascular e depressão podem partilhar o mesmo determinante nutricional comum relacionado a subtipos de gordura ingerida.



Fonte: www.sciencehealth.com.br

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Depressão e Alimentos


Você sabia que a alegria e a tristeza também têm sua origem bioquímica no laboratório que carregamos dentro de nós? Através da "Nutrição Inteligente" podemos dar uma "mãozinha" nessa bioquímica.
Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam da produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso.

Veja a seguir que alimentos você pode incluir no seu dia-a-dia e assim ajudar a espantar a depressão.

Triptofano e Carboidratos

Dos vários neurotransmissores, a serotonina exerce grande influência no estado de humor. Ela é também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.

Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes de triptofano (aminoácido precursor da serotonina) e de carboidratos.

A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue. Nessa limpeza de aminoácidos só escapa o triptofano na barreira hemato-encefálica.

O triptofano, uma vez no cérebro, aumenta a produção de serotonina que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.

Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão, assim como uma alimentação com excesso de proteínas.

O caminho é o equilíbrio! Nem de menos, nem de mais.

Fontes de triptofano: queijo branco, nozes, banana, arroz, batata, feijão, lentilha, castanhas, abacate, soja e derivados. Alguns carboidratos como pães e cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, legumes, frutas e mel.


Folato anti-deprê


O Folato ou ácido fólico é uma potente vitamina antidepressiva natural.

Em baixas concentrações no organismo, diminui os níveis cerebrais de serotonina.

Fontes de Folato: espinafre, feijão branco, laranja, aspargo, couve de Bruxelas, maçã e soja.


Vitamina B6 com prazer

Faz parte de uma enzima "chave" que participa da produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina e conseqüentemente melhora o humor.

Fontes de B6: frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.



O Cálcio nosso de cada dia

Diariamente o cálcio deve fazer parte do cardápio de homens e mulheres e assim garantir ossos e dentes saudáveis e ainda de "quebra" doses extras de bom humor!

Os estudos mostraram que esse importante mineral ajuda a controlar e reduzir a irritabilidade e o nervosismo em mulheres que sofrem de TPM (tensão pré-menstrual). Participa da transmissão de impulsos nervosos e contrações musculares. Regulariza a pressão arterial e os batimentos cardíacos.
Fonte: gergelim, brócolis, soja, couve, repolho

Magnésio, o grande colaborador do Cálcio

Além de ser colaborador do Cálcio, o Magnésio está também envolvido na regulação dos níveis de serotonina.

Participa da produção de energia, da contração muscular, da manutenção da função cardíaca normal e da transmissão dos impulsos nervosos.

Fontes de Magnésio: tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia, arroz integral.



Selênio, um mineral magistral

Segundo os pesquisadores, tudo indica que o selênio tem uma grande participação no estado de humor. Pessoas que tem carência de selênio são mais depressivas, irritadas e ansiosas.

Fontes de selênio: castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral, peixes. (2 castanhas do Pará, diariamente, fornecem 200 microgramas de Selênio de forma segura).



Ômega-3, uma gordura do Bem

Os estudos clínicos vem mostrando que os ácidos graxos ômega-3 além de proteger o coração e as artérias, auxiliar na redução do colesterol, manter estáveis os níveis da pressão arterial, fortalecer o sistema imunológico, podem ainda auxiliar nos tratamentos contra depressão. Pessoas que receberam doses de ômega-3 apresentaram melhora nos sintomas de depressão.

Fontes de ômega-3: salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta, óleos de peixe e sementes de linhaça.



Pimenta, uma medida picante

As pesquisas científicas constataram que o uso da pimenta vermelha, durante às refeições, proporciona ação no Sistema Nervoso Simpático com respectivo aumento da liberação de noradrenalina e adrenalina, ambos responsáveis pelo estado de alerta e melhora de ânimo em pessoas deprimidas.