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*Graduada em Nutrição, Araçatuba 2007. Especialista em Nutrição Funcional (VP São Paulo, 2010), Nutrição Ortomolecular (FAPES, São Paulo 2012) e Fitoterapia Funcional (VP Campinas, 2014). Participação ativa em Congressos e Cursos da área Funcional. *Atendimento em consultório desde 2008. Clínica Portinari - 18 3305-5838
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Relação entre depressão e dieta

Várias evidências sugerem que os fatores relacionados com o estilo de vida, como a qualidade da dieta contribuem para a prevenção e o tratamento da depressão. Um estudo observacional realizado com 1.046 mulheres demonstrou que um padrão dietético alimentar saudável foi associado com um risco reduzido de distúrbios depressivos clinicamente diagnosticados, enquanto que um padrão dietético rico em alimentos processados e gorduras saturadas foram associados ao aumento de sintomas da depressão.

Diversos estudos demonstram que a depressão compartilha mecanismos fisiopatológicos comuns com a síndrome metabólica, obesidade e doenças cardiovasculares. Os processos metabólicos e inflamatórios, como a redução da sensibilidade à insulina, aumento dos níveis sanguíneos de homocisteína, aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias e disfunção endotelial podem ser os fatores responsáveis pela ligação entre a depressão e distúrbios cardiometabólicos.

Por essa razão, padrões dietéticos que reduzem a obesidade e o risco para doenças cardiovasculares podem estar relacionados com a prevenção e contribuir com o tratamento da depressão. Estudos de coorte têm sugerido um papel promissor entre a dieta mediterrânea e prevenção primária da depressão. O estudo de Sánchez-Villegas, em 2009, demonstrou que a maior aderência ao padrão da dieta mediterrânea foi associada com uma redução substancial do risco de depressão.

Outros estudos identificaram que o consumo excessivo de ácidos graxos trans e alimentos do tipo “fast-food” podem estar associados com o aumento do risco de depressão, enquanto que os ácidos graxos ômega-3 e a ingestão de azeite de oliva podem reduzir esse risco.



Texto editado e retirado do site: www.nutrital.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dieta sem glúten reduz a inflamação, adiposidade e resistência à insulina associada à indução de PPAR-alfa e PPAR-gama expressão.

Artigo brasileiro do Departamento de Alimentos, Faculdade de Farmácia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
 
Ele demonstra que a exclusão do glúten foi eficaz para redução da resistência à insulina e síndrome metábólica em pessoas que não tem a doença celíaca.
 
Muito interessante saber que já estão saindo artigos brasileiros sobre o assunto!!!
 
 
 
2012 Dec 17. pii: S0955-2863(12)00226-4. doi: 10.1016/j.jnutbio.2012.08.009. [Epub ahead of print]
 

Gluten-free diet reduces adiposity, inflammation and insulin resistance associated with the induction of PPAR-alpha and PPAR-gamma expression.

Source

Departamento de Alimentos, Faculdade de Farmácia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil; Departamento de Bioquímica e Imunologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brazil. Electronic address: fabiola_lacerda@yahoo.com.br.

Abstract

Gluten exclusion (protein complex present in many cereals) has been proposed as an option for the prevention of diseases other than coeliac disease. However, the effects of gluten-free diets on obesity and its mechanisms of action have not been studied. Thus, our objective was to assess whether gluten exclusion can prevent adipose tissue expansion and its consequences. C57BL/6 mice were fed a high-fat diet containing 4.5% gluten (Control) or no gluten (GF). Body weight and adiposity gains, leukocyte rolling and adhesion, macrophage infiltration and cytokine production in adipose tissue were assessed. Blood lipid profiles, glycaemia, insulin resistance and adipokines were measured. Expression of the PPAR-α and γ, lipoprotein lipase (LPL), hormone sensitive lipase (HSL), carnitine palmitoyl acyltransferase-1 (CPT-1), insulin receptor, GLUT-4 and adipokines were assessed in epidydimal fat. Gluten-free animals showed a reduction in body weight gain and adiposity, without changes in food intake or lipid excretion. These results were associated with up-regulation of PPAR-α, LPL, HSL and CPT-1, which are related to lipolysis and fatty acid oxidation. There was an improvement in glucose homeostasis and pro-inflammatory profile-related overexpression of PPAR-γ. Moreover, intravital microscopy showed a lower number of adhered cells in the adipose tissue microvasculature. The overexpression of PPAR-γ is related to the increase of adiponectin and GLUT-4. Our data support the beneficial effects of gluten-free diets in reducing adiposity gain, inflammation and insulin resistance. The data suggests that diet gluten exclusion should be tested as a new dietary approach to prevent the development of obesity and metabolic disorders.
Copyright © 2012 Elsevier Inc. All rights reserved.

TRADUÇÃO:  (GOOGLE TRADUTOR)

Exclusão glúten (proteína presente complexo em muitos cereais) tem sido proposto como uma opção para a prevenção de outras doenças que não a doença celíaca. No entanto, os efeitos de dietas sem glúten sobre a obesidade e os seus mecanismos de acção ainda não foram estudados. Assim, nosso objetivo foi avaliar se a exclusão do glúten pode impedir a expansão do tecido adiposo e suas conseqüências. Murganhos C57BL / 6 foram alimentados com uma dieta rica em gordura contendo 4,5% de glúten (de controle) ou sem glúten (GF). Os ganhos de peso corporal e de gordura corporal, de rolamento de leucócitos e a aderência, a infiltração de macrófagos e a produção de citocinas no tecido adiposo foram avaliados. Perfis sanguíneos de lipídios, glicemia, resistência à insulina e adipocinas foram medidos. A expressão do PPAR-α e γ, lipoproteina lipase (LPL), a hormona lipase sensível (HSL), palmitoil-carnitina aciltransferase-1 (CPT-1), receptor de insulina, GLUT-4 e adipocinas foram avaliados em gordura epidydimal. Sem glúten animais apresentaram uma redução no ganho de peso corporal e adiposidade, sem mudanças na ingestão de alimentos ou excreção de lipídios. Estes resultados foram associados com a regulação positiva de PPAR-α, LPL, HSL e CPT-1, que estão relacionados com a lipólise e oxidação de ácidos gordos. Houve uma melhora na homeostase da glicose e pró-inflamatória superexpressão relacionadas ao perfil de PPAR-γ. Além disso, a microscopia intravital mostraram um menor número de células aderidas na microvasculatura do tecido adiposo. A sobre-expressão de PPAR-γ está relacionado com o aumento de adiponectina e GLUT-4. Os nossos dados suportam os efeitos benéficos das dietas sem glúten em reduzir o ganho de adiposidade, inflamação e resistência à insulina. Os dados sugerem que a exclusão de glúten dieta deve ser testado como uma nova abordagem de dieta para prevenir o desenvolvimento da obesidade e distúrbios metabólicos.

domingo, 22 de abril de 2012

SÍNDROME DO PÂNICO E HIPOGLICEMIA

A edição nº 98 da revista Viva Saúde apresentou uma reportagem sobre o transtorno do pânico. De acordo com o Diagnostic and Statical Manual of Mental Disorders (Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais – DSM IV), o ataque de pânico é caracterizado por um período distinto de medo intenso ou desconforto, no qual pelo menos quatro dos seguintes sintomas tenham se desenvolvido abruptamente e alcançaram o ápice em 10 minutos: palpitações ou taquicardia; sudorese; tremores; sensação de falta de ar; dor ou desconforto torácico; náusea ou desconforto abdominal; sensação de tontura, vertigem ou desmaio; despersonalização (estar distanciando de si mesmo); medo de perder o controle; sensação de formigamento; calafrios ou ondas de calor. O tratamento atual, segundo o texto, consiste no uso de medicamentos antidepressivos e terapia cognitiva comportamental. No entanto, o que pode ocorrer com muitos indivíduos é uma alteração no metabolismo da glicose, a hipoglicemia reativa. Os carboidratos constituem a principal fonte de energia para o corpo humano, sendo a glicose o combustível preferido da maioria das células. Os carboidratos variam em tamanho de sua estrutura e velocidade de absorção. Aqueles que formam grandes estruturas – como os carboidratos presentes em cereais integrais, vegetais e leguminosas – são absorvidos de forma lenta; enquanto os que estão sozinhos ou se ligam a outro carboidrato possuem uma alta velocidade de absorção, como é o caso daqueles encontrados no mel, açúcar, melaço, doces, pães brancos e arroz branco. Ao ingerir uma refeição composta majoritariamente por carboidratos simples (presentes no mel, açúcar, doces, refrigerantes), estes irão chegar de forma extremamente rápida à corrente sanguínea, o que provoca a elevação dos níveis de glicemia. O pâncreas, ao detectar o aumento de glicose, secreta uma enorme quantidade de insulina para tentar conter a hiperglicemia. Dessa forma, os níveis de açúcar caem muito rapidamente, podendo criar uma hipoglicemia reativa. Os sintomas de hipoglicemia reativa são muito semelhantes aos do Transtorno do Pânico: a pessoa sente palpitações, tremores, falta de ar, sudorese, sensação de desmaio e calafrios. Assim, além de evitar o consumo de alimentos ricos em açúcar e pobres em fibras, alguns nutrientes possuem grande potencial na modulação dos mecanismos da insulina, como os minerais cromo, vanádio e zinco, além de compostos bioativos presentes na canela e no chá verde. Alguns exames podem ainda ser solicitados para complementar o diagnóstico de hipoglicemia reativa, como Teste Oral de Tolerância à Glicose e Índice Homa. Sendo assim, uma intervenção nutricional possui forte impacto no controle da hipoglicemia. *Texto elaborado pelo Departamento Científico da VP Consultoria Nutricional.

sábado, 17 de março de 2012

Planejar alimentação pode ajudar a resistir às tentações e seguir a dieta.




É essencial criar uma rotina que permita que o planejamento seja cumprido. Especialistas deram dicas para não sabotar e se enganar na dieta.

O Bem Estar desta quarta-feira (14) falou sobre as sabotagens que os gordinhos fazem durante a tentativa de perder peso. Erros de cognição e percepção levam as pessoas a agir de maneira errada diante da obesidade. É preciso ficar atento a isso e driblar as tentações que podem diminuir o efeito das dietas.

Segundo o entendimento dos psiquiatras que trabalham com a terapia cognitiva comportamental, um tipo de psicoterapia, o problema de boa parte dos obesos é que eles não recebem ensinamentos para prestar atenção nos pensamentos que sabotam a mudança da alimentação. Esses pensamentos são decorrentes de suas histórias pessoais e da interação com maridos, pais, avós, filhos.

Além disso, alguns comportamentos têm de ser alterados: disponibilidade de certos alimentos em casa, disposição dos alimentos na geladeira, intervalo entre as refeições, duração da refeição entre outros. Veja abaixo os principais erros e desculpas que as pessoas usam para diminuir a culpa na hora de escorregar na dieta:

Principais erros
- Pensar que merece uma recompensa (um chocolate, por exemplo) por algo bom ou ruim que passou

- Criação de desculpas para interrupções na dieta, como "já fiz exercícios hoje, posso exagerar"

- Pensar que vai mudar os hábitos, emagrecer e depois poder voltar a comer o que quiser

- Pensamento do "tudo ou nada": o obeso come um brigadeiro, pensa que já está tudo perdido e come um hambúrguer, batata frita e milk shake. Assim, o erro de 550 calorias vira um erro de 3.000 calorias

A terapia cognitiva comportamental considera que crenças levam a pensamentos, emoções negativas ou positivas. Identificar as crenças negativas e os pensamentos e ações negativas que delas decorrem e treinar novos pensamentos e atitudes ajuda a mudar as sensações e ações.

O consultor e endocrinologista, Alfredo Halpern, acredita que os alimentos oferecidos por avós, maridos e amigos durante a dieta são crenças.

Por exemplo, os alimentos calóricos e gostosos das avós são sinal de carinho e, para elas, gordura é sinal de saúde. Para os maridos, a gordura pode ser garantia de fidelidade e atenção. Já para os amigos e amigas que também são obesos, é certeza de companhia e apoio nas comilanças.

Outro sabotador que pode aparecer no caminho dos gordinhos é o garçom – ele vai oferecer tudo que há no cardápio, mas é essencial optar pelo mais saudável e saber recusar as tentações.

A dica dos especialistas é identificar a fome para não confundi-la com a vontade aleatória de comer. É preciso levar a alimentação saudável a sério e evitar alimentar-se fazendo outras coisas. Dividir a mesa com amigos e familiares também pode ajudar. Veja abaixo outras sugestões para não escorregar:

Dicas
- Evite comer quando estiver irritado, estressado, triste ou feliz
- Planeje a alimentação e crie uma rotina que permita que esse planejamento seja cumprido
- Evite comidas que fazem perder o controle, como salgadinhos
- Afaste-se de situações que ofereçam tentações
- Saiba dizer ´não´ a quem oferece comida calórica

O obeso deve pensar sempre antes de comer e ver se aquele alimento realmente vale a pena. Será que vale comer uma bala? É importante lembrar que a mudança de hábito passa por um caminho como uma escada e não como um elevador.

A rotina também pode ajudar na dieta, mas caso não seja possível mantê-la, ao comer fora do horário planejado, opte por um legume ou uma fruta. Não se permita escorregar na alimentação e coma algo para distrair e adiar a próxima refeição.

A principal atitude do obeso que pode evitar o ganho de peso e o sucesso da dieta é saber dizer “não”. O importante para a pessoa é perder peso, por isso, é preciso ser assertivo e explicar sem ser agressivo que não quer aquela comida calórica para que as pessoas não passem por cima das suas prioridades.


fonte: http://consulfarma.com/detalhes_noticias.php?id=133727

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quais são as estratégias nutricionais para pacientes com síndrome dos ovários policísticos?



Estudos que avaliaram as intervenções dietéticas para pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP) têm demonstrado benefícios com o controle do peso corporal, por meio de restrição de calorias. Entretanto, embora a dieta hipocalórica seja reconhecidamente favorável para melhorar a composição corporal e, consequentemente, para o tratamento da SOP, a composição de macro e micronutrientes específicos ainda não está totalmente esclarecida.

De um modo geral, diversas diretrizes indicam que a dieta e exercícios físicos representam o tratamento de primeira linha, devido à melhora da resistência à insulina e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso.

A SOP é uma doença endócrina que afeta entre 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. As características clássicas dessa síndrome incluem: oligomenorréia ou amenorréia, anovulação, infertilidade, hirsutismo (crescimento excessivo de pêlos com características masculinas), acne e queda de cabelo.

A resistência à insulina, com hiperinsulinemia compensatória, tem sido identificada como um componente chave na fisiopatologia da SOP, tanto em mulheres com peso normal ou obesas, sendo este fator relacionado com o aumento de risco para diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Com isso, o tratamento dietético da SOP deve se concentrar também na melhora da sensibilidade à insulina, por meio de dieta com baixo teor de gordura saturada, rica em fibras e alimentos com baixo índice glicêmico. As fibras dietéticas, especialmente as solúveis, são componentes importantes para a modulação hormonal, pois estudos observaram que dietas com baixo teor de fibras levam ao aumento das concentrações de estrogênios e androgênios circulantes. Assim, a inclusão desses alimentos na dieta das mulheres com SOP pode apresentar efeitos benéficos. Phelan et al (2011), verificou que a suplementação de ácidos graxos ômega-3 (1,9 g/dia) foi benéfica em mulheres com SOP para modulação hormonal e do perfil lipídico.




Bibliografia (s)

Jeanes YM, Barr S, Smith K, Hart KH. Dietary management of women with polycystic ovary syndrome in the United Kingdom: the role of dietitians. J Hum Nutr Diet. 2009;22(6):551-8.

Marsh K, Brand-Miller J. The optimal diet for women with polycystic ovary syndrome? Br J Nutr. 2005;94(2):154-65.

Barr S, Hart K, Reeves S, Sharp K, Jeanes YM. Habitual dietary intake, eating pattern and physical activity of women with polycystic ovary syndrome. Eur J Clin Nutr. 2011;65(10):1126-32.

Phelan N, O'Connor A, Kyaw Tun T, Correia N, Boran G, Roche HM, Gibney J. Hormonal and metabolic effects of polyunsaturated fatty acids in young women with polycystic ovary syndrome: results from a cross-sectional analysis and a randomized, placebo-controlled, crossover trial. Am J Clin Nutr. 2011;93(3):652-62.




fonte: nutritotal.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nutrição pode contribuir para bom funcionamento da tireóide

Achei o texto muito interessante por isso estou compartilhando.
Tenho vários pacientes com hipotiroidismo subclínico que após a retirada de metais tóxicos, dieta e suplementação a tireóide fica com seu funcionamento ótimo.

"A tireóide é uma glândula que desempenha um importante papel no funcionamento do organismo. Da rapidez com que seu coração bate à como eficazmente você queima calorias, esta glândula regula todos os aspectos de seu metabolismo, pela liberação dos hormônios - T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).

E quando a tireóide desacelera - problema conhecido como hipotireoidismo - todo o corpo fica preguiçoso. Com a diminuição no metabolismo geral, há uma verdadeira pane e, ainda, a tendência a engordar aumenta.

Alguns Sintomas do Hipotireoidismo:

Fadiga está entre as queixas mais comuns dos pacientes com baixa função da tireóide. Além disso, ganho de peso, alterações de humor, pele seca, unhas e cabelos quebradiços, problemas de memória, constipação, infertilidade e doenças cardíacas.

Como é feito o Diagnóstico?

Normalmente os médicos avaliam a função da tireóide utilizando exames de sangue que medem o nível do hormônio estimulante da tireóide (TSH) e do hormônio T4. Em geral, os pacientes com altos níveis de TSH e baixos de T4 são considerados como tendo hipotireoidismo. O tratamento é feito por meio de reposição hormonal.

Algumas pessoas cujos níveis hormonais não cairam dentro dos limites clínicos, também se queixam dos sintomas. O hipotireoidismo subclínico pode representar uma falência inicial da glândula tireóide. Marcado por níveis normais de T3 e T4, mas, maior do que o normal de TSH, ele afeta cerca de 10% dos norte-americanos, de acordo com a American Thyroid Association.

Fique de olho no prato!

Nos casos subclínicos, a alimentação pode ser extremamente benéfica para melhora dos sintomas. E quando a doença é confirmada, a dieta correta também ajuda o organismo a assimilar o medicamento! À falta de minerais como selênio, zinco e iodo pode atrapalhar o bom funcionamento da tireóide, que precisa deles para trabalhar direito.

• Oleaginosas (castanhas, nozes): ricas em selênio, mineral importante, pois atua na homeostase da glândula tireóide. Estudos apontam que a deficiência de selênio resulta em baixos níveis plasmáticos de T3;

• Frutos do mar, semente de abóbora, gergelim e leguminosas como feijões e lentilha: contém boas quantidades de zinco, importante para o metabolismo dos hormônios tireoidianos;

• Algas marinhas (spirulina, chorella, agar agar, nori, etc.) são fontes de iodo, q9ue é indispensável para que a glândula tireóide possa sintetizar e liberar na circulação os seus dois hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4);

• As vitaminas A, C e E são excelentes antioxidantes que auxiliam na proteção contra as doenças cardíacas, que podem ter o risco aumentado nos casos de hipotireoidismo. Podem ser encontradas na cenoura, acerola e óleos vegetais respectivamente, ou, ainda, em cápsulas;

• Peixes, óleos de peixe e linhaça são ricos em ômega-3, tipo de gordura insaturada que protege o cérebro e o coração;

• Vitaminas do complexo B (B1, B6, B12 e ácido fólico) ajudam a prevenir problemas cognitivos e de humor que, muitas vezes, acompanham a disfunção da tireóide.

Outra questão relevante é o excesso de metais tóxicos como chumbo, mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta!

Dica da nutricionista: como cada indivíduo pode ter uma carência específica e, de diferentes minerais, o ideal é fazer exames que identifiquem qual é a deficiência, para uma reposição adequada.

O glúten também deve ser evitado. Estudos têm feito associação entre ele e o desenvolvimento de doenças auto-imunes como a tireoidite de Hashimoto!

Mexa-se!

Só porque sua tireóide é lenta não significa que você tem que ser. Atividade física regular pode melhorar o humor, a função cardíaca, e, ainda, acelerar o metabolismo. Mas comece devagar, já que o desequilíbrio da tireóide pode afetar o funcionamento normal do coração. Por isso, é importante ter o acompanhamento de um profissional, para escolher o tipo de exercício mais adequado.

No Stress...

O estresse crônico pode piorar a função da tireóide. É comum pacientes que já experimentaram traumas emocionais como divórcio ou perda de emprego, apresentarem baixa função na tireóide. Para ajudar a acalmar-se e aliviar a ansiedade, técnicas de relaxamento como a meditação podem ajudar".

Fonte: Flavia Figueiredo – nutricionista da rede Mundo Verde.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO

A dieta de dextoxificação é uma ferramenta muito importante na nutrição funcional, pois ajuda a eliminar as toxinas presentes no organismo e potencializa a função hepática através da retirada temporária de alguns alimentos e a inclusão de nutrientes que dão suporte ao bom funcionamento do fígado.

A Dra. Ana Beatriz Baptistella Leme da Fonseca postou no site da VP uma matéria muito interessante sobre o assunto:


DESMISTIFICANDO A DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO

Na primeira quinzena de janeiro, a versão digital do jornal Folha de São Paulo publicou em seu site uma notícia sobre as dietas de desintoxicação “que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo”. Segundo especialistas de diversas áreas consultados pela reportagem, esse tipo de dieta “não passa de enganação”.

Porém, é importante destacar que as dietas criticadas pelos especialistas são caracterizadas por restrições alimentares severas (muitas vezes à base apenas de líquidos), são de curta duração e possuem combinações nutricionais inadequadas. Em longo prazo, podem até provocar deficiências nutricionais importantes.

Contrariamente, a Nutrição Funcional preconiza a dieta de destoxificação, que é bem diferente (tanto em qualidade como em quantidade) dessas dietas da moda que preconizam a desintoxicação. Essa dieta só é aplicada após uma anamnese nutricional detalhada, composta por histórico de saúde e doença, avaliação do consumo alimentar, avaliação antropométrica e avaliação de todos os sinais e sintomas apresentados pelo paciente – ferramentas que indicam a necessidade da aplicação da dieta e permitem ao profissional identificar os alimentos que precisam ser retirados.

O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano e possui importante função no processo de biotransformação de toxinas ou substâncias biologicamente ativas. Ele entra em ação para transformar essas substâncias, normalmente de característica lipídica, em substâncias hidrossolúveis – forma química que permite a eliminação pela urina, fezes e bile. Esse processo é necessário para que as substâncias não se bioacumulem no organismo e promovam efeitos prejudiciais à saúde. Esse processo de destoxificação ocorre em todas as células, porém principalmente no fígado e intestino, de maneira contínua.

O estilo de vida atual, bem como as condições do meio ambiente, expõe o organismo humano a diferentes tipos de toxinas diariamente, exigindo um ótimo processo endógeno de destoxificação. Além dessas toxinas ambientais, diversas substâncias presentes nos alimentos também podem agir como xenobióticos, tais como agrotóxicos, hormônios, substâncias alergênicas, aditivos alimentares, entre outros. Nesse sentido, diferentemente do que exposto na reportagem supracitada, alguns alimentos podem ser tóxicos, tanto em grandes como em pequenas quantidades.

Considerando que os hábitos alimentares se perpetuam ao longo dos anos e os indivíduos consomem determinados tipos de alimentos com bastante frequência e por longos períodos, em alguns momentos da vida pode ser necessária a aplicação da dieta de destoxificação. Porém, essa dieta deve obrigatoriamente ser individualizada e supervisionada por um profissional nutricionista capacitado, que tenha profundos conhecimentos sobre Nutrição Funcional.

É importante destacar que essa conduta nutricional tem como objetivo retirar da alimentação diária os principais alimentos que podem ser prejudiciais para o indivíduo, bem como excluir temporariamente outros alimentos que são consumidos com muita frequência, como por exemplo, carne vermelha, açúcares, laticínios, alimentos industrializados ricos em aditivos químicos, incluindo alimentos enlatados, embutidos e refinados, além de refrigerantes e sucos artificiais.

Em contrapartida, diversos outros alimentos são incluídos na dieta diária, tais como arroz integral, sucos naturais, muitas frutas, saladas variadas cruas, legumes cozidos, diferentes tipos de leguminosas, ovo, entre outros. Essa inclusão se faz necessária, pois o processo de destoxificação adequado é totalmente dependente de diversos nutrientes, que devem ser obtidos por meio de uma alimentação nutricionalmente completa. Em alguns casos, somente sob supervisão, a suplementação nutricional pode ser necessária. É fundamental também uma adequada ingestão de líquidos, já que a maioria das reações químicas do metabolismo orgânico ocorre em meio aquoso.

Ainda, o profissional nutricionista irá determinar o tempo de duração da dieta, fazendo um acompanhamento rigoroso, e também irá supervisionar e orientar a alimentação após esse período, fazendo a reintrodução gradual dos alimentos retirados, acompanhando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

Assim, a dieta de destoxificação, quando seguida adequadamente, promove importantes efeitos benéficos à saúde!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

BENEFÍCIOS DA FARINHA DE MAÇÃ


a Farinha de maçã é elaborado a partir de maçãs vermelhas, maduras, desidratadas e moídas, através de um processo tecnológico que preserva todo o seu valor nutricional e terapêutico.

Ela é rica em fibras solúveis e insolúveis que estimulam a formação de uma flora bacteriana saudável e auxiliam no tratamento da disbiose intestinal e da prisão de ventre, e também no processo de desintoxicação.

Aumenta a sensação de saciedade pós alimentar e reduz o apetite, auxiliando na perda de peso, e ainda, auxilia na redução do colesterol e dos triglicerídeos, reduz o risco de doenças cardiovasculares.