Texto muito bom! Retirado do site vponline.com.br
Óleo de cártamos: o milagre da vez!
A população e, em especial, as mulheres estão sempre em busca de um novo milagre que as faça emagrecer de maneira rápida e fácil. Nos últimos tempos, o milagre da vez para auxiliar no emagrecimento tem sido o oléo de cártamo. A revista Woman’s Health recentemente publicou uma reportagem sobre este primo do gergelim, que tem sido vendido em cápsulas com a promessa de acelerar o gasto energético, diminuir o depósito de gorduras, aumentar a queima do estoque de gordura já existente, atenuar a celulite, inibir o apetite, aumentar a massa muscular, além de ajudar na redução do colesterol. Não seria nada mal se tudo fosse verdade, não é mesmo? Mas, infelizmente, os resultados das pesquisas não são tão promissores.
O óleo de cártamo surgiu no mercado com o propósito de substituir o CLA (ácido linoleico conjugado), o qual era muito utilizado para auxiliar no emagrecimento, especialmente na redução da gordura corporal e aumento da massa muscular. Por não haver comprovação de sua segurança e eficácia, em 2007 a ANVISA proibiu sua comercialização no Brasil. Desde então, o óleo de cártamo tem sido vendido como fonte natural de CLA.
Entretanto, segundo a ANVISA, o óleo de cártamo não possui CLA em sua composição. Na verdade, o óleo de cártamo é utilizado como matéria prima para a produção sintética de CLA, já que contém elevados teores (cerca de 80%) de ácido linoleico, o ômega-6. O que alguns fabricantes têm feito é adicionar CLA ilegalmente nas cápsulas de óleo de cártamo. Alguns lotes importados de óleo de cártamo já foram, inclusive, interditados pela ANVISA, pois continham mais de 70% de CLA em sua composição.
Apesar de alguns estudos em animais demonstrarem efeitos positivos do CLA na redução da gordura corporal, muitos ainda não comprovam este benefício. Além disso, alguns estudos demonstram efeitos colaterais após a utilização do CLA, como por exemplo, aumento da resistência insulínica, aumento da glicose e insulina de jejum, e redução dos níveis de HDL colesterol.
Quanto ao óleo de cártamo sem a adição (ilegal) de CLA, até o momento não existem estudos que comprovem sua eficácia no emagrecimento. E esqueça aquela velha história de que, se bem não faz, mal não fará! Qualquer nutriente em excesso pode gerar um desequilíbrio orgânico. O óleo de cártamo, como citado anteriormente, é rico em ácido linoleico, o ômega-6. Apesar de ser essencial para o organismo, este tipo de ácido graxo normalmente está presente em excesso na nossa alimentação. Quando consumido em demasia, o ômega-6 pode favorecer a inflamação subclínica no organismo – aquela que muitas vezes não apresenta sinais e sintomas, mas em compensação, pode desencadear sérios prejuízos à saúde como resistência insulínica, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e, inclusive, a obesidade!
Portanto, devemos ter muita cautela e senso crítico com promessas milagrosas para a perda de peso. O ideal é procurar um profissional capacitado para auxiliar na busca do equilíbrio do seu organismo, o que, consequentemente, levará a uma perda de peso saudável e uma maior qualidade de vida.
Quem sou eu
- Andréa Gigliotti Moreira Costa
- *Graduada em Nutrição, Araçatuba 2007. Especialista em Nutrição Funcional (VP São Paulo, 2010), Nutrição Ortomolecular (FAPES, São Paulo 2012) e Fitoterapia Funcional (VP Campinas, 2014). Participação ativa em Congressos e Cursos da área Funcional. *Atendimento em consultório desde 2008. Clínica Portinari - 18 3305-5838
quinta-feira, 17 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Pós Graduação em Ortomolecular
Esse final de semana (12/03) iniciei uma pós graduação em Ortomolecular pela FAPES, São Paulo. Tivemos aula muito interessante com o famoso Efrain olszewer. Dentre as novidades foi citado o poder do Policosanol para modular as taxas de colesterol, inibindo o LDL oxidado e aumentando o HDL.
O policosanol é um fitoterápico da folha da cana-de-açúcar.
Abaixo o resumo de um trabalho que demonstra esses benefícios (retirado so site: care.diabetesjournals.org
Treatment of hypercholesterolemia in NIDDM with policosanol.
O Torres, A J Agramonte, J Illnait, R Más Ferreiro, L Fernández and J C
Fernández
Abstract
OBJECTIVE--To determine whether elevated levels of cholesterol and low-density lipoprotein (LDL) cholesterol in non-insulin-dependent diabetes mellitus (NIDDM) patients could be decreased by policosanol, a new cholesterol-lowering drug. NIDDM predisposes patients to coronary artery disease (CAD) through the direct action of hyperglycemia on the arteries as well as the dyslipidemia induced by NIDDM. RESEARCH DESIGN AND METHODS--This double-blind placebo-controlled trial was performed in 29 patients with NIDDM and hypercholesterolemia. After stable glycemic control was achieved by diet and/or oral hypoglycemic drugs, patients were instructed to follow a cholesterol-lowering diet for 6 weeks. Patients who met entry criteria received, under double-blind conditions, policosanol (5 mg) or placebo tablets twice a day for 12 weeks. RESULTS--Policosanol (10 mg/day) significantly reduced total cholesterol by 17.5% and LDL cholesterol by 21.8% compared with baseline and placebo. Furthermore, high-density lipoprotein (HDL) cholesterol was raised by 11.3% (not significant), and triglycerides showed a statistically nonsignificant decrease of 6.6%. These changes in lipid profile were similar to those induced by policosanol in nondiabetic patients with type II hyperlipoproteinemia. CONCLUSIONS--Glycemic control was unaffected by treatment. No clinically or biochemically adverse effects attributable to treatment were observed. Only one patient (placebo) withdrew from the trial because of an adverse experience (erythema). We concluded that policosanol is effective and safe in patients with NIDDM and hypercholesterolemia.
O policosanol é um fitoterápico da folha da cana-de-açúcar.
Abaixo o resumo de um trabalho que demonstra esses benefícios (retirado so site: care.diabetesjournals.org
Treatment of hypercholesterolemia in NIDDM with policosanol.
O Torres, A J Agramonte, J Illnait, R Más Ferreiro, L Fernández and J C
Fernández
Abstract
OBJECTIVE--To determine whether elevated levels of cholesterol and low-density lipoprotein (LDL) cholesterol in non-insulin-dependent diabetes mellitus (NIDDM) patients could be decreased by policosanol, a new cholesterol-lowering drug. NIDDM predisposes patients to coronary artery disease (CAD) through the direct action of hyperglycemia on the arteries as well as the dyslipidemia induced by NIDDM. RESEARCH DESIGN AND METHODS--This double-blind placebo-controlled trial was performed in 29 patients with NIDDM and hypercholesterolemia. After stable glycemic control was achieved by diet and/or oral hypoglycemic drugs, patients were instructed to follow a cholesterol-lowering diet for 6 weeks. Patients who met entry criteria received, under double-blind conditions, policosanol (5 mg) or placebo tablets twice a day for 12 weeks. RESULTS--Policosanol (10 mg/day) significantly reduced total cholesterol by 17.5% and LDL cholesterol by 21.8% compared with baseline and placebo. Furthermore, high-density lipoprotein (HDL) cholesterol was raised by 11.3% (not significant), and triglycerides showed a statistically nonsignificant decrease of 6.6%. These changes in lipid profile were similar to those induced by policosanol in nondiabetic patients with type II hyperlipoproteinemia. CONCLUSIONS--Glycemic control was unaffected by treatment. No clinically or biochemically adverse effects attributable to treatment were observed. Only one patient (placebo) withdrew from the trial because of an adverse experience (erythema). We concluded that policosanol is effective and safe in patients with NIDDM and hypercholesterolemia.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Benefícios da Romã
Os gregos antigos faziam oferendas à deusa Afrodite - a deusa do amor - com romãs, porque acreditavam que a fruta alimentava o amor. Outros a consideram símbolo da sorte e comem romãs na passagem de ano, guardando algumas sementes na carteira, para ter sorte o ano todo. Além de amor e sorte, a romã é a fruta da saúde, tantos são seus efeitos benéficos.
Os constituintes da fruta que tem propriedades terapêuticas vêm sendo intensamente estudados.
Os ácidos gálico, elágico e protocatequínico presentes na romã, barram moléculas que danificam a estrutura celular, desencadeando o câncer. Além deles, há doses concentradas de antocianinas, substâncias reconhecidamente anticancerígenas que lhe conferem a cor avermelhada.
Uma publicação recente no periódico científico Atherosclerosis, da Sociedade Européia de Aterosclerose, diz que a romã ajuda a reduzir os teores de colesterol. Médicos examinaram os níveis da gordura no sangue de 20 voluntários, antes e após o consumo diário do suco da fruta, e, assim, notaram que houve uma significativa queda do LDL, a fração do colesterol associada ao entupimento dos vasos.
E, ainda, os antioxidantes existentes na fruta são bastante eficientes para proteger o organismo dos radicais livres, os grandes agentes de envelhecimento da pele. Pesquisas realizadas na Universidade Hallym, na Coréia do Sul, apontaram que as células da pele tratadas com o extrato da romã, sentiram menos os efeitos da radiação ultravioleta.
Para usufruir de tantos predicados, a romã pode ser usada em sucos, salpicada em saladas ou como ingrediente de molhos ou sobremesas. Com a casca, é possível fazer chá, que preserva os benefícios da fruta e, ainda auxilia na redução dos sintomas da menopausa, já que possui ação similar ao estrogênio - hormônio cuja produção é diminuída com o envelhecimento, causando os sintomas desagradáveis nesse período.
Vale lembrar que os estudos não são conclusivos no que diz respeito à quantidade de consumo da fruta. A sugestão é incluí-la como parte de uma dieta saudável, associada a bons hábitos de vida. Sua safra ocorre entre os meses de fevereiro e abril, quando é possível encontrar mais oferta da fruta.
Fonte: Mundo Verde
sábado, 26 de fevereiro de 2011
DOENÇA CELÍACA
Alguns pacientes com hipersensibilidade ao glúten me perguntam se podem ter a Doença Celíaca. Eu acredito que alguns dos meus pacientes são sim celíacos, pois se encaixam nos sintomas atípicos da doença e com a dieta de eliminação apresentam melhora significativa de todos os sintomas. Mas, para o diagnóstico é necessário além dos exames de sangue uma biópsia intestinal para confirmação.
Resolvi postar sobre o assunto porque as dúvidas são muito frequentes.
A doença celíaca é uma intolerância permanente ao Glúten que acomete indivíduos com
predisposição genética.
Geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida (na introdução de alimentação à base de papinhas engrossadas com cereais proibidos, com bolachas, pão, sopinhas de macarrão...), podendo
surgir em qualquer idade, inclusive no adulto.
O glúten é uma proteína presente no TRIGO, na AVEIA, na CEVADA (no subproduto
da cevada, que é o MALTE) e no CENTEIO e em todos os
alimentos e produtos preparados com esses cereais.
O Glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos.
A fração tóxica do Glúten encontrada no TRIGO é chamada de Gliadina.
O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado prejudicando
a absorção dos nutrientes dos alimentos.
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. O quadro clínico mais comum é caracterizado por diarréia crônica acompanhada de barriga inchada e perda de peso, além de vômitos, anemia, atraso no crescimento, irritabilidade e apatia.
FORMA CLÁSSICA:
- Diarréia Crônica;
FORMA ATÍPICA:
- Baixa estatura;
- Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12;
- Osteoporose;
- Hipoplasia do esmalte dentário;
- Artralgias ou artrites;
- Constipação intestinal refratária ao tratamento;
- Atraso puberal, irregularidade do ciclo menstrual;
- Esterilidade;
- Aborto de repetição;
- Ataxia, epilepsia (isolada ou associada a calcificação cerebral), neuropatia periférica, miopatia;
- Manifestações psiquiátricas (depressão, autismo, esquizofrenia);
- Úlcera aftosa recorrente;
- Elevação das enzimas hepáticas sem causa aparente;
- Fraqueza ou perda de peso sem causa aparente;
- Edema de aparição abrupta após infecção ou cirurgia;
GRUPOS DE RISCO:
- Familiares de primeiro grau de pacientes com doença celíaca;
- Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral;
- Redução da densidade mineral óssea;
- Atraso puberal ou baixa estatura sem causa aparente;
- Portadores de doenças auto-imunes como diabetes melito insulino dependente, tireoidite auto-imune, deficiência seletiva de IgA, síndrome de Sjögren, colestase auto-imune, miocardite auto-imune;
- Síndrome de Down;
- Síndrome de Turner;
- Síndrome de Williams;
- Infertilidade;
- História de aborto espontâneo;
- Dermatite herpetiforme
Informações retiradas do site: http://www.semgluten.com.br
Resolvi postar sobre o assunto porque as dúvidas são muito frequentes.
A doença celíaca é uma intolerância permanente ao Glúten que acomete indivíduos com
predisposição genética.
Geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida (na introdução de alimentação à base de papinhas engrossadas com cereais proibidos, com bolachas, pão, sopinhas de macarrão...), podendo
surgir em qualquer idade, inclusive no adulto.
O glúten é uma proteína presente no TRIGO, na AVEIA, na CEVADA (no subproduto
da cevada, que é o MALTE) e no CENTEIO e em todos os
alimentos e produtos preparados com esses cereais.
O Glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos.
A fração tóxica do Glúten encontrada no TRIGO é chamada de Gliadina.
O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado prejudicando
a absorção dos nutrientes dos alimentos.
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. O quadro clínico mais comum é caracterizado por diarréia crônica acompanhada de barriga inchada e perda de peso, além de vômitos, anemia, atraso no crescimento, irritabilidade e apatia.
FORMA CLÁSSICA:
- Diarréia Crônica;
FORMA ATÍPICA:
- Baixa estatura;
- Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12;
- Osteoporose;
- Hipoplasia do esmalte dentário;
- Artralgias ou artrites;
- Constipação intestinal refratária ao tratamento;
- Atraso puberal, irregularidade do ciclo menstrual;
- Esterilidade;
- Aborto de repetição;
- Ataxia, epilepsia (isolada ou associada a calcificação cerebral), neuropatia periférica, miopatia;
- Manifestações psiquiátricas (depressão, autismo, esquizofrenia);
- Úlcera aftosa recorrente;
- Elevação das enzimas hepáticas sem causa aparente;
- Fraqueza ou perda de peso sem causa aparente;
- Edema de aparição abrupta após infecção ou cirurgia;
GRUPOS DE RISCO:
- Familiares de primeiro grau de pacientes com doença celíaca;
- Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral;
- Redução da densidade mineral óssea;
- Atraso puberal ou baixa estatura sem causa aparente;
- Portadores de doenças auto-imunes como diabetes melito insulino dependente, tireoidite auto-imune, deficiência seletiva de IgA, síndrome de Sjögren, colestase auto-imune, miocardite auto-imune;
- Síndrome de Down;
- Síndrome de Turner;
- Síndrome de Williams;
- Infertilidade;
- História de aborto espontâneo;
- Dermatite herpetiforme
Informações retiradas do site: http://www.semgluten.com.br
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO
A dieta de dextoxificação é uma ferramenta muito importante na nutrição funcional, pois ajuda a eliminar as toxinas presentes no organismo e potencializa a função hepática através da retirada temporária de alguns alimentos e a inclusão de nutrientes que dão suporte ao bom funcionamento do fígado.
A Dra. Ana Beatriz Baptistella Leme da Fonseca postou no site da VP uma matéria muito interessante sobre o assunto:
DESMISTIFICANDO A DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO
Na primeira quinzena de janeiro, a versão digital do jornal Folha de São Paulo publicou em seu site uma notícia sobre as dietas de desintoxicação “que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo”. Segundo especialistas de diversas áreas consultados pela reportagem, esse tipo de dieta “não passa de enganação”.
Porém, é importante destacar que as dietas criticadas pelos especialistas são caracterizadas por restrições alimentares severas (muitas vezes à base apenas de líquidos), são de curta duração e possuem combinações nutricionais inadequadas. Em longo prazo, podem até provocar deficiências nutricionais importantes.
Contrariamente, a Nutrição Funcional preconiza a dieta de destoxificação, que é bem diferente (tanto em qualidade como em quantidade) dessas dietas da moda que preconizam a desintoxicação. Essa dieta só é aplicada após uma anamnese nutricional detalhada, composta por histórico de saúde e doença, avaliação do consumo alimentar, avaliação antropométrica e avaliação de todos os sinais e sintomas apresentados pelo paciente – ferramentas que indicam a necessidade da aplicação da dieta e permitem ao profissional identificar os alimentos que precisam ser retirados.
O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano e possui importante função no processo de biotransformação de toxinas ou substâncias biologicamente ativas. Ele entra em ação para transformar essas substâncias, normalmente de característica lipídica, em substâncias hidrossolúveis – forma química que permite a eliminação pela urina, fezes e bile. Esse processo é necessário para que as substâncias não se bioacumulem no organismo e promovam efeitos prejudiciais à saúde. Esse processo de destoxificação ocorre em todas as células, porém principalmente no fígado e intestino, de maneira contínua.
O estilo de vida atual, bem como as condições do meio ambiente, expõe o organismo humano a diferentes tipos de toxinas diariamente, exigindo um ótimo processo endógeno de destoxificação. Além dessas toxinas ambientais, diversas substâncias presentes nos alimentos também podem agir como xenobióticos, tais como agrotóxicos, hormônios, substâncias alergênicas, aditivos alimentares, entre outros. Nesse sentido, diferentemente do que exposto na reportagem supracitada, alguns alimentos podem ser tóxicos, tanto em grandes como em pequenas quantidades.
Considerando que os hábitos alimentares se perpetuam ao longo dos anos e os indivíduos consomem determinados tipos de alimentos com bastante frequência e por longos períodos, em alguns momentos da vida pode ser necessária a aplicação da dieta de destoxificação. Porém, essa dieta deve obrigatoriamente ser individualizada e supervisionada por um profissional nutricionista capacitado, que tenha profundos conhecimentos sobre Nutrição Funcional.
É importante destacar que essa conduta nutricional tem como objetivo retirar da alimentação diária os principais alimentos que podem ser prejudiciais para o indivíduo, bem como excluir temporariamente outros alimentos que são consumidos com muita frequência, como por exemplo, carne vermelha, açúcares, laticínios, alimentos industrializados ricos em aditivos químicos, incluindo alimentos enlatados, embutidos e refinados, além de refrigerantes e sucos artificiais.
Em contrapartida, diversos outros alimentos são incluídos na dieta diária, tais como arroz integral, sucos naturais, muitas frutas, saladas variadas cruas, legumes cozidos, diferentes tipos de leguminosas, ovo, entre outros. Essa inclusão se faz necessária, pois o processo de destoxificação adequado é totalmente dependente de diversos nutrientes, que devem ser obtidos por meio de uma alimentação nutricionalmente completa. Em alguns casos, somente sob supervisão, a suplementação nutricional pode ser necessária. É fundamental também uma adequada ingestão de líquidos, já que a maioria das reações químicas do metabolismo orgânico ocorre em meio aquoso.
Ainda, o profissional nutricionista irá determinar o tempo de duração da dieta, fazendo um acompanhamento rigoroso, e também irá supervisionar e orientar a alimentação após esse período, fazendo a reintrodução gradual dos alimentos retirados, acompanhando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente.
Assim, a dieta de destoxificação, quando seguida adequadamente, promove importantes efeitos benéficos à saúde!
A Dra. Ana Beatriz Baptistella Leme da Fonseca postou no site da VP uma matéria muito interessante sobre o assunto:
DESMISTIFICANDO A DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO
Na primeira quinzena de janeiro, a versão digital do jornal Folha de São Paulo publicou em seu site uma notícia sobre as dietas de desintoxicação “que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo”. Segundo especialistas de diversas áreas consultados pela reportagem, esse tipo de dieta “não passa de enganação”.
Porém, é importante destacar que as dietas criticadas pelos especialistas são caracterizadas por restrições alimentares severas (muitas vezes à base apenas de líquidos), são de curta duração e possuem combinações nutricionais inadequadas. Em longo prazo, podem até provocar deficiências nutricionais importantes.
Contrariamente, a Nutrição Funcional preconiza a dieta de destoxificação, que é bem diferente (tanto em qualidade como em quantidade) dessas dietas da moda que preconizam a desintoxicação. Essa dieta só é aplicada após uma anamnese nutricional detalhada, composta por histórico de saúde e doença, avaliação do consumo alimentar, avaliação antropométrica e avaliação de todos os sinais e sintomas apresentados pelo paciente – ferramentas que indicam a necessidade da aplicação da dieta e permitem ao profissional identificar os alimentos que precisam ser retirados.
O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano e possui importante função no processo de biotransformação de toxinas ou substâncias biologicamente ativas. Ele entra em ação para transformar essas substâncias, normalmente de característica lipídica, em substâncias hidrossolúveis – forma química que permite a eliminação pela urina, fezes e bile. Esse processo é necessário para que as substâncias não se bioacumulem no organismo e promovam efeitos prejudiciais à saúde. Esse processo de destoxificação ocorre em todas as células, porém principalmente no fígado e intestino, de maneira contínua.
O estilo de vida atual, bem como as condições do meio ambiente, expõe o organismo humano a diferentes tipos de toxinas diariamente, exigindo um ótimo processo endógeno de destoxificação. Além dessas toxinas ambientais, diversas substâncias presentes nos alimentos também podem agir como xenobióticos, tais como agrotóxicos, hormônios, substâncias alergênicas, aditivos alimentares, entre outros. Nesse sentido, diferentemente do que exposto na reportagem supracitada, alguns alimentos podem ser tóxicos, tanto em grandes como em pequenas quantidades.
Considerando que os hábitos alimentares se perpetuam ao longo dos anos e os indivíduos consomem determinados tipos de alimentos com bastante frequência e por longos períodos, em alguns momentos da vida pode ser necessária a aplicação da dieta de destoxificação. Porém, essa dieta deve obrigatoriamente ser individualizada e supervisionada por um profissional nutricionista capacitado, que tenha profundos conhecimentos sobre Nutrição Funcional.
É importante destacar que essa conduta nutricional tem como objetivo retirar da alimentação diária os principais alimentos que podem ser prejudiciais para o indivíduo, bem como excluir temporariamente outros alimentos que são consumidos com muita frequência, como por exemplo, carne vermelha, açúcares, laticínios, alimentos industrializados ricos em aditivos químicos, incluindo alimentos enlatados, embutidos e refinados, além de refrigerantes e sucos artificiais.
Em contrapartida, diversos outros alimentos são incluídos na dieta diária, tais como arroz integral, sucos naturais, muitas frutas, saladas variadas cruas, legumes cozidos, diferentes tipos de leguminosas, ovo, entre outros. Essa inclusão se faz necessária, pois o processo de destoxificação adequado é totalmente dependente de diversos nutrientes, que devem ser obtidos por meio de uma alimentação nutricionalmente completa. Em alguns casos, somente sob supervisão, a suplementação nutricional pode ser necessária. É fundamental também uma adequada ingestão de líquidos, já que a maioria das reações químicas do metabolismo orgânico ocorre em meio aquoso.
Ainda, o profissional nutricionista irá determinar o tempo de duração da dieta, fazendo um acompanhamento rigoroso, e também irá supervisionar e orientar a alimentação após esse período, fazendo a reintrodução gradual dos alimentos retirados, acompanhando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente.
Assim, a dieta de destoxificação, quando seguida adequadamente, promove importantes efeitos benéficos à saúde!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Dieta pode ajudar no tratamento do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
Pesquisadores holandeses publicaram na revista “The Lancet” um estudo que observou efeitos benéficos do tratamento nutricional, através da ingestão de alimentos hipoalérgicos em crianças com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
O objetivo primário do estudo foi investigar o impacto do tratamento nutricional, através da restrição de alimentos e compostos que influenciam no TDAH, como aditivos alimentares, corantes artificiais e aromatizantes, emulsificantes, nitratos e sulfitos, entre outros. Já o objetivo secundário foi analisar o papel da alergia alimentar na indução do transtorno.
Trata-se de um estudo randomizado, controlado, dividido em duas fases. A primeira fase consistiu no recrutamento de crianças de 4-8 anos (n = 100) diagnosticadas com TDAH, em que foram divididas em dois grupos, durante cinco semanas, à dieta com restrição à determinados alimentos (grupo dieta de eliminação, n = 50) ou dieta geral com recomendações de hábitos saudáveis (grupo controle, n = 50).
A dieta de eliminação foi baseada segundo a proposta de Hill e Taylor (2001) que consiste em número limitado de alimentos hipoalergênicos, como o arroz, peru, cordeiro, legumes e verduras (alface, cenoura, couve-flor, repolho e beterraba), pêras e água. Todos os outros alimentos foram proibidos, sendo os demais legumes, frutas e carnes permitidos apenas sob supervisão. O cálcio foi fornecido diariamente através de bebidas não lácteas com adição de cálcio. O objetivo foi de propor uma dieta de eliminação tão abrangente quanto possível para cada criança, a fim de tornar a intervenção mais viável.
As crianças que apresentaram melhorias clínicas quando submetidas à dieta de restrição (melhora de pelo menos 40% na escala de classificação da doença) prosseguiram para a segunda fase do estudo. Os alimentos que estimulam a síntese de IgG (imunoglobulina G) e alimentos que não estimulam IgG (classificados em de acordo com a resposta individual da criança, através de testes no sangue), foram adicionados à dieta para avaliar o efeito da hipersensibilidade alimentar mediada por IgG (ativada principalmente na presença de antígenos e toxinas).
Entre o início e o final da primeira fase, o grupo da dieta de eliminação melhorou em 23,7% o escore para classificação do TDAH em relação ao grupo controle (p < 0,0001). A pontuação total das crianças submetidas à dieta de eliminação que continuaram até o final da segunda fase diminuiu em 20,8% (p <0,0001), em relação ao grupo controle, em que a pontuação foi aumentada de acordo com os sintomas da doença.
No entanto, na segunda fase, em que as crianças foram avaliadas de acordo com a ingestão de alimentos capazes de ativar ou não IgG, a recidiva dos sintomas de TDAH ocorreu em 19 das 30 (63%) crianças, independente dos níveis de IgG no sangue.
“A dieta de eliminação rigorosamente supervisionada é um valioso instrumento para avaliar se o TDAH é induzido por alimentos. No entando, a prescrição de dietas com base em exames de sangue IgG deve ser desencorajado, pois não houve diferença na recidiva dos sintomas entre os alimentos que aumentam ou não IgG no sangue”, comentam os pesquisadores.
“Portanto, nosso estudo mostra efeitos consideráveis de uma dieta de eliminação de alimentos envolvidos no desenvolvimento TDAH. Assim, postulamos que a intervenção nutricional deve ser considerada em todas as crianças com TDAH, desde que os pais estejam dispostos a seguir uma dieta restrita, e desde que seja feita sob supervisão de especialistas para evitar o desequilíbrio nutricional”, concluem.
retirado do site www.nutritotal.com.br
O objetivo primário do estudo foi investigar o impacto do tratamento nutricional, através da restrição de alimentos e compostos que influenciam no TDAH, como aditivos alimentares, corantes artificiais e aromatizantes, emulsificantes, nitratos e sulfitos, entre outros. Já o objetivo secundário foi analisar o papel da alergia alimentar na indução do transtorno.
Trata-se de um estudo randomizado, controlado, dividido em duas fases. A primeira fase consistiu no recrutamento de crianças de 4-8 anos (n = 100) diagnosticadas com TDAH, em que foram divididas em dois grupos, durante cinco semanas, à dieta com restrição à determinados alimentos (grupo dieta de eliminação, n = 50) ou dieta geral com recomendações de hábitos saudáveis (grupo controle, n = 50).
A dieta de eliminação foi baseada segundo a proposta de Hill e Taylor (2001) que consiste em número limitado de alimentos hipoalergênicos, como o arroz, peru, cordeiro, legumes e verduras (alface, cenoura, couve-flor, repolho e beterraba), pêras e água. Todos os outros alimentos foram proibidos, sendo os demais legumes, frutas e carnes permitidos apenas sob supervisão. O cálcio foi fornecido diariamente através de bebidas não lácteas com adição de cálcio. O objetivo foi de propor uma dieta de eliminação tão abrangente quanto possível para cada criança, a fim de tornar a intervenção mais viável.
As crianças que apresentaram melhorias clínicas quando submetidas à dieta de restrição (melhora de pelo menos 40% na escala de classificação da doença) prosseguiram para a segunda fase do estudo. Os alimentos que estimulam a síntese de IgG (imunoglobulina G) e alimentos que não estimulam IgG (classificados em de acordo com a resposta individual da criança, através de testes no sangue), foram adicionados à dieta para avaliar o efeito da hipersensibilidade alimentar mediada por IgG (ativada principalmente na presença de antígenos e toxinas).
Entre o início e o final da primeira fase, o grupo da dieta de eliminação melhorou em 23,7% o escore para classificação do TDAH em relação ao grupo controle (p < 0,0001). A pontuação total das crianças submetidas à dieta de eliminação que continuaram até o final da segunda fase diminuiu em 20,8% (p <0,0001), em relação ao grupo controle, em que a pontuação foi aumentada de acordo com os sintomas da doença.
No entanto, na segunda fase, em que as crianças foram avaliadas de acordo com a ingestão de alimentos capazes de ativar ou não IgG, a recidiva dos sintomas de TDAH ocorreu em 19 das 30 (63%) crianças, independente dos níveis de IgG no sangue.
“A dieta de eliminação rigorosamente supervisionada é um valioso instrumento para avaliar se o TDAH é induzido por alimentos. No entando, a prescrição de dietas com base em exames de sangue IgG deve ser desencorajado, pois não houve diferença na recidiva dos sintomas entre os alimentos que aumentam ou não IgG no sangue”, comentam os pesquisadores.
“Portanto, nosso estudo mostra efeitos consideráveis de uma dieta de eliminação de alimentos envolvidos no desenvolvimento TDAH. Assim, postulamos que a intervenção nutricional deve ser considerada em todas as crianças com TDAH, desde que os pais estejam dispostos a seguir uma dieta restrita, e desde que seja feita sob supervisão de especialistas para evitar o desequilíbrio nutricional”, concluem.
retirado do site www.nutritotal.com.br
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