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*Graduada em Nutrição, Araçatuba 2007. Especialista em Nutrição Funcional (VP São Paulo, 2010), Nutrição Ortomolecular (FAPES, São Paulo 2012) e Fitoterapia Funcional (VP Campinas, 2014). Participação ativa em Congressos e Cursos da área Funcional. *Atendimento em consultório desde 2008. Clínica Portinari - 18 3305-5838

sábado, 6 de outubro de 2012

Ômega-3 protege contra neuropatia periférica induzida por quimioterápico

Pesquisa publicada na revista BMC Cancer concluiu que a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 pode ser benéfica na neuroproteção contra a neuropatia periférica induzida pela quimioterapia (NPIQ) em pacientes com câncer de mama.

O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia de ácidos graxos ômega-3 na profilaxia contra a neurotoxicidade induzida pelo paclitaxel (um quimioterápico), através de um ensaio clínico randomizado, duplo cego e controlado por placebo. Para isso, foram selecionadas 69 mulheres com câncer de mama, distribuídas aleatoriamente em dois grupos: suplementação de ômega-3 (n = 35) e placebo (n = 34).

A suplementação foi administrada por via oral com cápsulas gelatinosas contendo 640 mg de ômega-3 (54% de DHA [ácido docosahexaenoico] e 10% de EPA [ácido eicosapentaenoico]), três vezes ao dia durante quatro meses (três meses durante a quimioterapia com paclitaxel e um mês após o último ciclo do quimioterápico). Foram realizadas avaliações neurofisiológicas antes do início da quimioterapia e um mês após a interrupção do tratamento.

Os pesquisadores observaram uma diferença significativa na redução da incidência da neuropatia periférica nas pacientes suplementadas com ômega-3 (p = 0,029), em que 70% do grupo suplementado não desenvolveu neuropatia periférica, enquanto que 40,7% o grupo placebo desenvolveram esse distúrbio.

Os autores relatam que a neurotoxicidade é comum em pacientes em tratamento quimioterápico, podendo ser observada em 60 a 70% que utilizam paclitaxel, de maneira dose-dependente. Com isso, esse efeito adverso pode provocar atrasos, redução de dose ou mesmo a interrupção do tratamento, levando a resultados inferiores em termos de resposta, recidiva e sobrevida dos pacientes.

“Demonstramos nesse estudo uma diferença significativa na incidência de neuropatia periférica em pacientes que receberam suplementação contendo ácidos graxos ômega-3, especialmente o DHA. Sugerimos que o ômega-3, em particular o DHA, tenha efeitos neuroprotetores e que diminuam consideravelmente a neurotoxicidade induzida por paclitaxel. Nossos resultados estão de acordo com estudos anteriores que examinaram a eficácia desses ácidos graxos na neuropatia diabética, em que podem atenuar a gravidade da neuropatia em pacientes com diabetes mellitus tipo 2”, destacam os autores.



texto retirado do site: www.nutritotal.com.br

sábado, 22 de setembro de 2012

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade X nutrição



O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) consiste em um distúrbio neurocomportamental caracterizado por desatenção e hiperatividade/impulsividade, mais comum em crianças e adolescentes, com prevalência de 6%. Suas manifestações incluem problemas de cognição, comportamentais, afetivos e sociais. Pode ser subdividido em três tipos: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção, TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e TDAH combinado.

Embora a etiologia do TDAH não esteja totalmente compreendida, estudos demonstram que parece ser condicionada por predisposição genética e fatores ambientais, dependente da interação gene-ambiente. Pesquisas indicam que entre os fatores ambientais, incluem-se a exposição materna ao tabaco, álcool, estresse, chumbo, mercúrio, cafeína e pesticidas durante a gravidez.

Estudos relacionam também a deficiência de zinco, ferro e magnésio com o desenvolvimento do TDAH. A ingestão adequada desses micronutrientes pode reduzir o comportamento hiperativo. Além disso, trabalhos recentes sugerem que dietas com baixos níveis de ácidos graxos ômega-3 e altos níveis de ácidos graxos ômegas-6 podem predispor ao desenvolvimento do TDAH, e que o uso de suplementos que contenham ômega-3 pode melhorar os sintomas de hiperatividade em algumas crianças.

Outro fator importante relacionado com o desenvolvimento do TDAH é o possível papel de aditivos/corantes alimentares. As preocupações sobre os efeitos negativos dos aditivos e corantes artificiais se iniciaram em 1970 com o médico Benjamin Feingold. Ele partiu da hipótese de que o aumento na prevalência do TDAH estava relacionado com o aumento do uso de edulcorantes e corantes artificiais na dieta americana. Para testar sua hipótese, Feingold eliminou esses compostos da dieta, bem como frutas e vegetais contendo salicilatos (maçãs, damascos, passas, pepino, pimentão verde e tomate), devido à reação alérgica dessas crianças ao ácido acetilsalicílico. Os estudos de Feingold reportaram que mais de 50% das crianças responderam positivamente à sua dieta de eliminação.

A partir de então, os resultados do trabalho Feingold foram amplamente divulgados e estudos mais recentes continuam apontando que dietas de eliminação com o uso de alimentos hipoalergênicos, bem como a adição de suplementos nutricionais contendo os micronutrientes deficientes, têm demonstrado alguma eficácia na melhora dos sintomas do TDAH. No entanto, a abordagem dietética para o tratamento do TDAH ainda é considerada controversa, necessitando de evidências científicas mais abrangentes.

texto retirado do site: www.nutritotal.com.br

sábado, 15 de setembro de 2012

Quais são as propriedades nutricionais do grão-de-bico?

O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma leguminosa fonte de proteínas, carboidratos, minerais, vitaminas e fibras, além de conter diversos compostos bioativos. Ela se destaca por ter melhor digestibilidade do que outras leguminosas, como o feijão, ervilha, soja e lentilha, além de apresentar baixo teor de fatores antinutricionais e melhor disponibilidade de ferro. Seu percentual de digestibilidade varia de 64 a 79%, dependendo da origem do grão-de-bico.

Embora presentes em poucas quantidades, os fatores antinutricionais são facilmente reduzidos ou eliminados por técnicas de cozimento. Os fatores promotores da flatulência que, apesar de estarem presentes em maiores quantidades no grão-de-bico, em decorrência dos teores de oligossacarídeos, também são inativados pelo aquecimento.

O grão-de-bico apresenta quantidades significativas de todos os aminoácidos essenciais, exceto os aminoácidos com enxofre (como a metionina), que podem ser complementados por adição de cereais na alimentação.

O amido é o principal carboidrato presente no grão-de-bico, apresentando teores de amilose que variam entre 27 a 47%. O grão-de-bico também se destaca pelas fibras, apresentando teor total de 18-22g de fibras/100g do alimento, sendo de 4- 8g/100g de fibras solúveis e 10-18g/100g de fibras insolúveis.

Embora os lipídios estejam presentes em poucas quantidades, o grão-de-bico possui teores nutricionalmente importantes de ácidos graxos insaturados, como o ácido oleico (32,6%) e linoleico (51,2%).

O grão-de-bico é uma fonte importante de minerais, principalmente cálcio, magnésio, fósforo e potássio, bem como de vitaminas, como a riboflavina, niacina, tiamina, folato e precursores de vitamina A (betacaroteno).

Estudos têm demonstrado que o consumo de grão-de-bico está relacionado com benefícios fisiológicos que podem reduzir o risco de doenças crônicas e beneficiar a saúde dos indivíduos. Esses efeitos benéficos são principalmente atribuídos ao seu conteúdo de fibras, compostos bioativos (principalmente fitoesteróis) e por apresentar baixo índice glicêmico (IG).

Neste sentido, o grão-de-bico pode ser útil para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Isso porque os fitoesteróis, juntamente com outros fatores presentes no grão-de-bico, contribuem para a redução do LDL-c (lipoproteína de baixa densidade) no sangue, por inibição da absorção intestinal de colesterol.
Estudos também demonstram benefícios do consumo de grão-de-bico na redução da obesidade. Em ratos, observou-se melhor controle do peso corporal e na composição do tecido adiposo. Em humanos, o consumo de grão-de-bico esteve associado com redução de massa gorda em indivíduos obesos.

Os pesquisadores sugerem que a melhoria do metabolismo de gordura pode ser útil na correção de distúrbios relacionados com a obesidade. Outro estudo em humanos relatou que a inserção de grão-de-bico na dieta resultou em aumento da saciedade e plenitude. Neste estudo, 42 participantes consumiram uma dieta contendo em média 104g de grão-de-bico por dia, durante 12 semanas.

Embora o grão-de-bico apresente potenciais benefícios para a saúde, o seu consumo ainda é muito limitado no Brasil, quando comparado a outras leguminosas como o feijão. O grão-de-bico é uma leguminosa que tem,nutricionalmente grande potencial a ser explorado, a fim de minimizar as deficiências proteicas e minerais da população. Mais pesquisas, portanto, devem ser conduzidas para fornecer evidências convincentes sobre os benefícios do consumo de grão-de-bico para a saúde.



texto retirado do site: http://www.nutritotal.com.br

sábado, 18 de agosto de 2012

Nutrição e aftas




Uma das condições mais frequentes na cavidade bucal são as ulcerações aftosas, mais conhecidas como aftas. Estas são de etiologia desconhecida, porém acredita-se que sua origem seja de condições genéticas, imunológicas e derivadas de fatores ambientais.
Alterações hormonais associado ao estresse e fatores nutricionais podem contribuir para ocorrência de aftas. Estudos demonstram que pacientes portadores de úlceras aftosas, podem apresentar deficiências nos níveis de ferritina, ferro, folato e vitamina B12. As mais comuns são a de ferritina e a de ferro, ocorrendo em 11% a 36% dos pacientes que apresentam casos recorrentes de afta. O ferro pode ser consumido através de alimentos de origem animal ou vegetal como carnes magras e leguminosas (feijão, grão de bico e lentilha).
A vitamina B12 ou cobalamina (é encontrada em alimentos de origem animal como carnes, leite e ovos) é essencial para o crescimento e divisão celular. Na boca, a deficiência desta vitamina está associada à atrofia da mucosa, com sintomas de ardência bucal.
O ácido fólico é um nutriente importante também nestes casos, uma vez que é convertido em enzimas que o organismo precisa para produzir DNA, RNA e glóbulos vermelhos. A falta de regeneração rápida das células da mucosa, promovida pela deficiência de ácido fólico, pode causar alterações gastrintestinais, bem como atrofia da mucosa bucal, e facilitar o desenvolvimento das lesões aftosas. Este nutriente está presente em alimentos como: vísceras, feijão, aspargos, couve, espinafre e oleaginosas.
Alguns trabalhos comprovam a eficiência de uma suplementação de cálcio e vitaminas B1, e C para pacientes com úlceras aftosas recorrentes (UAR). O cálcio está presente nos leites e derivados e vegetais verde escuro. A vitamina B1 pode ser consumida através da ingestão de cereais integrais, aveia, peixes e ovos. Já a vitamina C pode ser consumida através de alimentos como acerola, caju, laranja, morango, couve manteiga e auxilia na produção de células essenciais do sistema imune, especialmente os neutrófilos que atacam bactérias e vírus.
Uma vez que o surgimento da afta possa estar relacionado com o sistema imune alguns nutrientes como zinco, presente em leguminosas e oleaginosas são importantes para aumentar a imunidade.
A alicina, presente no alho e na cebola é um composto que auxilia o nosso sistema imune agindo na destruição e inibição de bactérias, estimulando a atividade da imunidade humoral e celular (dois tipos de imunidade que nosso corpo possui contra substâncias estranhas que entramos em contato), além de aumentar a produção de citocinas e moléculas citotóxicas (enviam sinais durante a resposta imunológica).
Alguns estudos comprovam que há associação entre o surgimento de úlceras aftosas recorrentes (UAR) coma ingestão de alimentos como tomates, morangos, nozes, chocolate, glúten, mentolados, melão, agrião, alimentos ácidos, condimentados ou embutidos (EVERSOLE, 1982).


texto retirado do site: http://www.patriciabertolucci.com.br

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ingestão de antioxidantes provenientes de frutas e hortaliças beneficia pacientes com asma

Estudo publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition demonstrou que o aumento da ingestão de antioxidantes provenientes de frutas e hortaliças melhorou parâmetros respiratórios e diminuiu inflamação em pacientes com asma.

O objetivo desse estudo foi comparar uma dieta com alto teor de antioxidantes com uma dieta com baixo teor de antioxidantes, com ou sem a suplementação de licopeno, em indivíduos com asma.

Foram avaliados 137 pacientes adultos com asma, sendo divididos aleatoriamente em dois grupos: dieta com alta ingestão de antioxidantes (5 porções de hortaliças e 2 porções de frutas por dia; n = 46) e dieta com baixa ingestão de antioxidantes (≤ 2 porções de hortaliças e 1 porção de frutas diariamente; n=91) durante 14 dias. Os pacientes foram avaliados no início e no final do estudo. Após os 14 dias, os pacientes do grupo com baixa ingestão de antioxidantes foram suplementados com licopeno (45 mg/dia), um carotenoide com alta capacidade antioxidante. O intuito dos pesquisadores foi verificar se a suplementação iria reverter as consequências da baixa ingestão de antioxidantes pela dieta.

Ao final dos 14 dias os pacientes que receberam dieta com baixo teor de antioxidantes apresentaram um menor volume expiratório forçado em um segundo (FEV1, parâmetro utilizado para avaliar o ar expirado em um segundo) e menor percentual de capacidade vital forçada (CVF, que representa o volume máximo de ar exalado com esforço máximo) quando comparados com aqueles que consumiram dieta com alto teor de antioxidante. Os indivíduos do grupo da dieta com baixo teor de antioxidantes apresentaram aumento dos níveis plasmáticos de proteína C-reativa (PCR) na 14ª semana em comparação com os indivíduos da dieta com alto teor de antioxidantes. Dos indivíduos no grupo dieta com baixo teor de antioxidantes, nenhuma diferença foi observada nos parâmetros respiratórios, inflamação sistêmica ou desfechos clínicos após a suplementação com licopeno.

“Estudos epidemiológicos demonstram que a ingestão de antioxidantes diminuiu os sintomas da asma, mas não há evidência direta para suportar a utilização de suplementação com antioxidantes na asma. A maior parte dos estudos de suplementação na asma têm utilizado os antioxidantes isoladamente, particularmente a vitamina C, mas sem resultados significativos. Isto nos levou à sugestão de que a ingestão de antioxidantes através dos alimentos pode ser necessária para melhorar os parâmetros em indivíduos com asma”, comentam os autores.

“Em conclusão, mostramos que a modificação no consumo de antioxidantes na dieta altera resultados clínicos em pacientes com asma e essas melhorias estão associadas com o maior consumo de frutas e hortaliças. Os resultados fornecem evidências adicionais de que mudanças nos padrões dietéticos devem ser utilizadas para garantir a ingestão de antioxidantes”, concluem.


texto retirado do site: http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/index.php?acao=bu&id=565

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rótulos ditos como saudáveis podem enganar o consumidor

Muito boa a matéria, vale a pena compartilhar!!!!


"O estilo de vida moderno, com a entrada da mulher no mercado de trabalho e um menor tempo para cozinhar, vieram favorecer refeições de preparo e consumo rápidos.
Os avanços do mercado de trabalho, ganhos de renda dos últimos anos e a maior preocupação com a saúde ajudam a explicar as mudanças no padrão de consumo dos brasileiros. Com o aumento de poder aquisitivo, o acesso a itens mais caros se ampliou, elevando a fatia dos gastos com alimentos preparados entre 2003 e 2009, de 2,3 para 2,9%.
Sabendo disto, a indústria de alimentos tem elaborado uma quantidade crescente de produtos a fim de atender esta demanda.
Os alimentos industrializados tornam-se itens bastante úteis para suprir a falta de tempo disponível para o preparo das refeições. O problema é que, na maioria das vezes, o consumidor não lê o rótulo dos alimentos como deveria. Presta atenção apenas nas informações em destaque e alguns nem olham as informações nutricionais, muito menos a lista de ingredientes.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Chicago aponta que quem quer emagrecer dá mais atenção ao rótulo de saudável do que ao conteúdo da embalagem e, desta forma, são facilmente enganados.
De acordo com o estudo, com o tempo, as pessoas em dieta aprenderam simplesmente a evitar alimentos reconhecidos como proibidos, com base no nome do produto, como no caso de massas, por exemplo. No caso de saladas, consideram sempre uma opção saudável, mesmo que nela contenham salame ou molho gorduroso. Não consideram a qualidade dos alimentos presentes, associando o nome do produto a algo saudável ou não saudável, sem se preocupar com outras informações do produto, que poderiam alterar em muito suas escolhas.
“O consumidor deve ler com atenção as informações contidas nas embalagens dos produtos alimentícios antes de adquiri-los.”
Além dessas confusões, os consumidores apresentam muitas outras dúvidas e acabam utilizando os alimentos de forma inadequada.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando a proteção à saúde da população.
Algumas informações são fundamentais para se escolher um produto alimentício, evitando, assim, possíveis enganos.
Atenção à porção da embalagem: muitas vezes a porção do alimento descrita é menor do que a que está na embalagem, podendo induzir o consumidor a ingerir uma quantidade maior do mesmo, favorecendo o aparecimento da obesidade.
Um valor energético baixo corresponde a até 40 kcal/100g. Esta informação deverá ser usada de acordo com o plano alimentar e complementada com a qualidade do alimento, pois existem substâncias que podem auxiliar na perda de peso e na absorção do açúcar, como as fibras, por exemplo. Além disso, o tipo de gordura usada também influencia nossa saúde, como as gorduras polinsaturadas ômega 3, que auxiliam no emagrecimento e na prevenção de doenças cardiovasculares.
Atualmente para o alimento ser considerado com baixa quantidade de sódio deverá ter no máximo 80 mg/100g. Para hipertensos, devem ser evitados produtos que contenham sacarina e ciclamato de sódio, que, embora sejam adoçantes, são substâncias que contêm sódio.
A Lista de ingredientes informa os ingredientes que compõem o produto. A leitura dessa informação ajuda o consumidor a identificar a composição do alimento, como tipos de açúcar, como por exemplo: sacarose, glicose e xarope de milho. Nos últimos 40 anos, desde a introdução do xarope de milho rico em frutose como adoçante na dieta norte-americana pela relação custo-benefício, as taxas de obesidade dispararam nos EUA. No Brasil, este substituto do açúcar convencional está presente em alguns alimentos processados, como: pães, bolos, barras de cereais e ketchups. Outros ingredientes preocupantes são os corantes, principalmente o corante amarelo tartrazina ou amarelo crepúsculo, que podem provocar processos alérgicos diversos e hiperatividade em crianças.
Como vimos, os rótulos de alimentos nos fornecem informações valiosas, que devemos aproveitá-las e lê-las com atenção antes de comprarmos um produto.
Porém, a preocupação e conscientização da população por um estilo de vida mais saudável deve andar em conjunto com a Educação Nutricional, a fim de que a população saiba usar seu poder de escolha com segurança, adquirindo produtos de qualidade, não apenas para saciar sua fome e prazer, mas principalmente para a prevenção nutricional e promoção da saúde".
Para um plano alimentar personalizado, um nutricionista deverá ser consultado.

Dra. Daniela de Almeida
Nutricionista do Departamento de Nutrição e Metabologia SBD
Especialista em Nutrição e Gastronomia Funcional

domingo, 22 de julho de 2012

Saúde dos ossos



A osteoporose é considerada, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), como o segundo maior problema de saúde no mundo, perdendo apenas para as enfermidades cardiovasculares. A osteoporose é uma doença esquelética caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração dos ossos, com consequente aumento da sua fragilidade e suscetibilidade à fratura. No Brasil, a cada ano, 70 mil pessoas fraturam o quadril, sendo que pelo menos 15 mil morrerão de complicações nos primeiros seis meses após o acidente e metade irá necessitar de cuidados especiais para realização de atividades cotidianas.
A osteoporose acomete ambos os sexos; no entanto, é mais comum em mulheres na pós-menopausa devido à diminuição dos níveis de estrógeno, hormônio que tem ação protetora sobre o osso. Além da deficiência estrogênica, outros fatores também influenciam na redução e perda de massa óssea, como baixa ingestão de cálcio, vitamina D, magnésio, zinco e cobre, além de baixa exposição solar.
Recentemente, a revista Vida saúde apresentou uma matéria sobre os alimentos ideais para manutenção de ossos fortes e saudáveis. Como muitos já sabem, um dos passos necessários no combate a essa doença é a ingestão adequada de cálcio. O cálcio é um mineral chave na manutenção da saúde óssea, sendo encontrado principalmente em vegetais de folhas verdes escuras, como brócolis e couve, repolho, leite e derivados e queijo tofu. De fato, o leite de vaca é um alimento com grande quantidade de cálcio; no entanto, a fração de cálcio que é absorvida pelo organismo é pequena. Por outro lado, o brócolis e a couve, apesar de possuírem uma menor quantidade de cálcio em relação ao leite de vaca, estes são muito mais facilmente absorvidos pelo corpo humano. Ao contrário do que muitos profissionais de saúde pensam, estudos demonstram que a suplementação isolada de cálcio não é efetiva no tratamento da osteoporose, sendo necessária a presença de outras vitaminas e minerais.
Além do cálcio, outros nutrientes são necessários para que este seja fixado nos ossos. A vitamina D, por exemplo, exerce papel fundamental na saúde esquelética. Pode ser encontrada em alimentos de origem animal como o ovo, fígado, leite e derivados. O corpo humano possui a capacidade de produzir vitamina D a partir da ação dos raios ultravioletas sob a pele. Após poucos minutos de exposição solar, a pele produz quantidades que excedem facilmente as fontes alimentares. Porém, a baixa exposição ao sol, o uso de bloqueadores solares e a pele envelhecida dos idosos retardam a conversão da vitamina D para sua forma ativa, comprometendo a mineralização dos ossos.
Na deficiência de magnésio, este é retirado dos ossos, na tentativa de manter o equilíbrio bioquímico do organismo. O magnésio é necessário para a formação da trabécula, uma estrutura interna dos ossos. Consequentemente, a mineralização fica prejudicada e ocorre perda de massa óssea. Além de formar a estrutura do osso, o magnésio aumenta o número de osteblastos (células responsáveis pelo aumento da densidade mineral óssea) e diminui o número de osteoclastos (relacionados com perda de massa óssea). Fontes alimentares de magnésio são, principalmente, os vegetais folhosos verdes escuros, como o espinafre, e sementes oleaginosas, como as amêndoas.
Para que ocorra a formação da trabécula e adequada mineralização óssea, além do magnésio são necessários outros nutrientes como cobre e zinco. A presença de cobre é importante para que haja incorporação do colágeno e da elastina à matriz óssea, enquanto que o zinco aumenta os osteblastos e a produção de colágeno. Frutos do mar, como ostras e caranguejo, cereais integrais, fígado e sementes oleaginosas, como nozes e castanha de caju são importantes fontes de cobre e zinco.
Dessa forma, com o aumento da expectativa de vida e consequente envelhecimento da população brasileira, o tratamento e, principalmente, a prevenção da osteoporose merecem uma atenção maior pelos profissionais de saúde e de toda a população. Portanto, não aguarde o desenvolvimento da doença e procure um profissional capacitado.
Referências Bibliográficas
1. YAZBEK, M. A.; NETO, J. F. M. Osteoporose e outras doenças osteometabólicas no idoso. Einstein; 6(Supl 1): S74-78, 2008.
2. MOREIRA, F. F.; DE ARAGÃO, K. G. C. B. Osteoporose: um artigo de atualização. Monografia; Goiânia, 2004.
3. ARANHA, L. L. M.; CANELO, J. A. M.; SARDÓN, M. A. et al. Qualidade de vida relacionada à saúde em espanholas com osteoporose. Rev Saúde Pública; 40(2): 298-303, 2006.
4. AMADEI, S. U.; SILVEIRA, V. A. S.; PEREIRA, A. C. et al. A influência da deficiência estrogênica no processo de remodelação e reparação óssea. J Bras Patol Med Lab; 42(1): 5-12, 2006.
5. PASCHOAL, V.; NAVES, A.; BRIMBERG, P. et al. Suplementação Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. 1ª ed., VP Editora, São Paulo, 2009.


texto retirado do site: www.vponline.com.br